Mostrando postagens com marcador bebê. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bebê. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de junho de 2011

Massagem Shantala - para bebês


Gravação realizada por Frédérick Leboyer no dia em que fotografou Shantala massageando seu bebê Gopal.
 www.cursoshantala.com.br


Massagem Shantala

A IMPORTANCIA DO TOCAR NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E NA RELAÇÃO MÃE – BEBE

“Nos bebês, a pele transcende a tudo. É ela o primeiro sentido. É ela que sabe... Ah, sim, é preciso dar atenção a pele, nutri-la com amor...” F. Leboyer 

          Que os bebês não falam já sabemos, vai demorar um pouco para que a comunicação com eles se torne verbal, no entanto, hoje sabemos que antes de “vir à luz”, ele já percebe a claridade, escura, fica acordado, dorme, sonha e tem sensações; e se tem sensações há comunicação, então, porque não estabelecer comunicação através do toque.
          O contato entre mãe e filho desde o inicio da gravidez fortalece a relação. Quanto mais forte for o vínculo, mais seguro o filho será, soltando-se mais no mundo, lidará melhor com suas próprias dificuldades.
          Durante toda a gravidez o bebê acompanha todos os movimentos da mãe – andar, dançar, brigar, gritar, etc., os momentos bons e ruins são sempre acompanhados pela criança desde o encontro entre óvulo e espermatozóide ( considerando que para algumas pessoas a vida já começa nesse primeiro encontro), portanto solidão não existe, a vida é pleno movimento, é estar aqui e ali.

“Nutrir a criança
Sim.
Mas não só com leite.
É preciso pagá-la no colo.
É preciso acaricia-la, embala-la.
É preciso massageá-la.



          A pele do bebê é seu primeiro órgão dos sentidos, é seu contato com o mundo, é a sensação, é a comunicação. A pele transcende a tudo, por isso é preciso toca-la, é preciso alimenta-la para que atravesse a solidão dos primeiros meses de vida, não basta o leite, sem o toque, sem o carinho, mesmo com muito leite, ele poderá morrer de fome, de abandono, ela poderá definhar.
          “É por meio do contato corporal com a mãe, que a criança faz seu primeiro contato com o mundo, através deste, passa a participar de uma nova dimensão da experiência, a do mundo do outro. É este contato
corporal com o outro que fornece a fonte essencial de conforto, segurança, calor e crescente aptidão para
novas experiências..., é preciso tocar”. (Montagu).
          A criança privada de toque (sensação tátil), mais tarde poderá vir a ser um indivíduo desajustado nas suas relações com o outro, tanto física quanto psíquica. Lidar com o mundo, com situações boas ou ruins, requer recurso interno e talvez a forma mais adequada é iniciar a relação com o mundo através do toque.
          Tocar é troca entre mãe e filho, os benefícios são mútuos – É dando que se recebe.
          A ansiedade materna é diminuída, contribuindo dessa forma com o desenvolvimento tranqüilo do filho.
          Tocar também é saúde.
          Em países com Nigéria, Uganda e Índia, a massagem é prática diária e milenar, passada de mãe para filha.
         Na Rússia, cientistas chegaram à conclusão de que a massagem traz ao bebê um maior desenvolvimento do sistema nervoso central e conseqüentemente do potencial motor existente, portanto a massagem – o toque, prepara a criança para aquisição de algumas habilidades motoras que lhe darão a condição de engatinhar, isto porque a massagem fortalecerá determinados músculos destinados ao movimento de andar. A massagem é usada também em fisioterapia com grande sucesso.

Funções da pele:
          Tecida de uma variedade de células resistentes e robustas, a pele protege os tecidos macios e moles do interior do corpo. Como as fronteiras de uma civilização, a pele é um local em que se travam escaramuças, e em que invasores encontram a resistência, aí se localiza nossa primeira e última linha de defesa.
- Base de receptores sensoriais, localização do mais delicado de todos os sentidos – o TATO;
- Fonte organizadora e processadora de informações;
- Mediador de sensações;
- Barreira entre organismo e ambiente externo;
- Fonte imunológica de hormônios para diferenciação de células protetoras;
- Barreira contra materiais tóxicos e organismos estranhos;
- Reguladora de temperatura;
- Autopurificadora, etc.
          Os bebês tocados e massageados têm como benefícios:

Psíquicos:
- Fortalecimento do vínculo;
- Integração Psicofísica (corpo-mente);
- Delimita espaço interno (limites do EU);
- Auto conhecimento;
- Realidade objetiva ( o outro)
- Mais afetividade;
- Melhora ansiedade;
- Ausência de solidão;
- Livre fluxo de energia
.
Físicos:
- Maior agilidade e flexibilidade do corpo;
- A pele é tonificada e reforçada;
- A capacidade de percepção tátil é aumentada e o tônus revigorado
- A digestão e circulação são melhoradas;
- As cólicas poderão ser eliminadas;
- O crescimento do bebê é estimulado;
- O sono é mais tranqüilo;
- Menos choro;
- Melhora o desenvolvimento motor;
- Mães mais tranquilas – A massagem é um momento de troca entre mãe e filho.
          Bebês agitados e com certas dificuldades motoras podem ser beneficiados com o toque.          
          Hoje, em países como Estados Unidos e Austrália a massagem – toque vem sendo muito praticada em
maternidades e hospitais, com resultados positivos.
          
          O tocar – massagem também beneficiam casos especiais:
- Bebês com deficiência visual ou auditiva – através do toque percebe a si mesmo (reconhecendo o 
EU-TU ), sentindo-se mais valorizado e amado,portanto: seguro.
- Bebês adotados – aproximação e segurança nesse novo momento, pais e filhos precisam estabelecer vínculo.
- Bebês que choram muito quando é pego no colo.
- Desmame repentino.
- Desmame difícil.
- Durante a dentição.
- Bebês que ficaram internados por longos períodos, inclusive bebês prematuros são beneficiados com o contato corporal com a mãe, ganhando peso em menos tempo.
          Hoje, com a psicossomática acredita-se que muitas doenças são desencadeadas também pelo fator
psicológico, isto é, a doença vem de dentro pra fora – mente –corpo; aqui, com o tocar faremos o caminho
contrário corpo-mente, tratamos o corpo e a mente será beneficiada.

“Desde os primeiros dias de vida,
Não muito tempo depois daquela primeira vez
Em que, ainda bebê, na interação do toque,
Mantinha silenciosos diálogos com o coração de minha mãe,
Tentei mostrar os meios
Pelos quais esta sensibilidade infantil,
Inalienável direito de nascimento de nosso ser,
Em mim era
Magnificada e mantida.”
William Wordsworth

Passos da Massagem

Frente:
1 – Peito - massagear para fora com as duas mãos, coloque mão direita sobre o quadril (esquerdo) e vá deslizando até o ombro direito. Repetir do outro lado.
2 – Braço – Segurar com uma mão o braço e deslizar do ombro ao pulso com a outra, agora deslizar com as duas mãos, fazer movimentos de torção suave com as duas mãos ( somente a sua mão gira, o braço não será movimentado). Massagear o pulso com as duas mãos. Repetir do outro lado.
3 – Mãos – Massagear com o seu polegar a palma da mão até a ponta dos dedos. Repetir do outro lado.
4 – Barriga – Faça pressão com as mãos (alternadamente como uma onda), segure os pés do bebê um pouco elevados e massageie a barriga com o antebraço ( como se estivesse abrindo massa).
5 – Pernas – Segure a perna com uma mão e deslize com a outra até o tornozelo,massageie o tornozelo, agora faça movimentos de torção ( como foi feito nos braços). Repetir do outro lado.
6 – Pés – Com o polegar massagei a planta do pé, do calcanhar até a ponta dos dedos. Repetir do outro lado.
Costas:
1 – Massageie as costas do bebê como um vai e vem alternado – da nuca até as nádegas e das nádegas até a nuca.
2 – Com a mão direita sustente as nádegas e a outra desliza da nuca até as nádegas.
3 – Com a mão direita segure os pés esticando as pernas e deixando-as ligeiramente elevadas e com a mão esquerda deslize da nuca até os calcanhares.
Rosto:
1 – Olhos – contorne os olhos com as pontas dos dedos partindo do centro da testa para as laterais.
2 – Nariz – Com os polegares massageie as laterais do nariz até as narinas.
3 – Rosto todo – Com os polegares, feche suavemente os olhos do bebê e parta do centro da sobrancelha, passando pelos olhos, lateral das narinas, contornando a boca, acompanhando o maxilar até as orelhas.
Final:
1 – Braços – Segure as mãos do bebê e cruze os bracinhos sobre o peito, abrindo e fechando alternando a posição dos braços.
2 – Pernas – Segure ao mesmo tempo pé direito e mão esquerda do bebê, cruze de forma que mão e pé se cruzem ( sem colocar força) . Faça o mesmo movimento do outro lado ( pé esquerdo e mão direita).
3 - Perninha de Buda – Segure os dois pés e cruze as perninhas abrindo e fechando, alternando as posições.

Texto retirado do site www.portugaliza.net

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Haptonomia: contato com o bebê ainda no ventre

Por Amano Bela 
          A Haptonomia é uma técnica pouquíssimo conhecida no Brasil. A palavra Hapto tem origem grega e  siginifica “fazer contato tátil, eu me junto ao outro, eu estabeleço relação (por meio do toque) com o outro com a intenção de fazer um todo, de confirmar a outra pessoa em sua existência”.   O termo haptonomia foi utilizado pelo holandês Frans Veldman, há cerca de trinta anos, para definir o que ele chama de Ciência da Afetividade, o conjunto de leis que regem o campo do nosso coração, nossos sentimentos. A base desta ciência é o princípio de que o ser humano tem o direito primordial de afirmação de sua existência e de confirmação da afetividade de seu ser desde o momento de sua concepção.
          A Haptonomia não é uma técnica terapêutica restrita apenas à gestação, mas seu principal trabalho acontece durante a gestação e até dois anos após o nascimento do bebê. O acompanhamento haptonômico pré, peri e pós natal dos pais e do bebê promove o desenvolvimento de vínculos afetivos entre os pais e a criança e os ajuda a estabelecer uma comunicação amorosa com o bebê desde o período uterino. Esse contato precoce também ajuda a criar uma situação favorável para uma experiência positiva de nascimento e pós-parto para o bebê e seus pais. A relação afetiva estabelecida durante este acompanhamento, entre pai, mãe e a criança, promove o desenvolvimento do senso de paternidade e maternidade e da responsabilidade que os pais têm em relação à individualidade de seu filho enquanto ser humano. A haptonomia ajudará os pais a desenvolverem uma relação com a criança de forma a estimular seu desenvolvimento físico, psíquico e emocional, encorajando sua autonomia.
          A comunicação com o bebê durante a gestação, nesta técnica, se dá por meio do toque. Não simplesmente um toque qualquer, mas um toque dirigido intencionalmente ao bebê, no ventre da mãe. A intenção do trabalho não é apenas preparar para o parto, mas preparar os pais para uma recepção afetiva do bebê. A cada encontro com o haptoterapeuta, os pais descobrem como interagir com o bebê através de um contato de toque afetivo-confirmativo, com uma intenção amorosa. Pai e mãe realizam toques de pressão leve sobre o abdômen da gestante, aguardando a resposta do bebê, sua movimentação. O profissional que os acompanha os estimulará a, através do pensamento e do posicionamento do toque, convidar amorosamente o bebê a realizar determinados movimentos e a observarem as respostas dos bebê. Conforme a sintonia entre os movimentos do bebê e os toques dos pais vai se aprofundando, o vínculo afetivo se torna mais forte, assim como a percepção da existência do bebê, de sua sensibilidade. Mais do que pensar no diálogo com o bebê neste momento, o que importa é sentir, é na sensação e no sentimento que a comunicação efetivamente se estabelece.
          Esta é uma técnica que auxilia muito na integração da tríade pai-mãe-bebê, especialmente para o pai. Através do contato frequente com o bebê por meio dos toques e da comunicação estabelecida desta forma, o pai se sente mais incluído no processo de gestação. Para a mulher, todo este trabalho pré-natal será especialmente útil no momento do parto, pois a consciência da presença e movimentação do bebê se tornará mais aguçada.
          O acompanhamento haptonômico, geralmente, tem início quando surgem os primeiros movimentos do bebê perceptíveis pela mãe, entre 18 e 20 semanas de gestação. No Brasil, há pouquíssimas pessoas com a formação nesta técnica. No exterior, especialmente na Holanda e França, é comum encontrar profissionais da enfermagem, obstetrícia, psicologia e medicina com esta formação, utilizando a técnica em seus consultórios e nas maternidades.


PARTO RESPEITADO ONDE SE APLICA A HAPTONOMIA


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O desenvolvimento emocional do bebê

          Há algum tempo atrás, dizia-se que o desenvolvimento emocional do ser humano iniciava-se no momento de seu nascimento. Com o passar do tempo, e depois de muitas pesquisas tanto na área tecnológica como psicanalítica, foi concluído que o desenvolvimento do psiquismo humano tem início ainda no ambiente intra-uterino. Esse fato pode ser claramente comprovado observando-se a alternância de intensidade nos movimentos fetais, e nos batimentos cardíacos do bebê através da ultra-sonografia e da ecografia, de acordo com as alterações emocionais da própria mãe.
          Sendo assim, é de extrema importância para o seu desenvolvimento emocional, que o bebê se sinta querido, amado, desejado e participante da nova família.
          No ventre materno, o bebê tem acesso a determinados sons, que com o passar da gestação, tornam-se familiares a ele, tais como: os batimentos cardíacos da mãe, os sons da digestão, gases, a voz da mãe, pai e pessoas do convívio familiar, e alguns outros sons externos que mesmo um pouco abafados, continuam audíveis pelo feto.
          No caso de alguma alteração no estado emocional da mãe, esses sons se modificam, e há a produção alterada de hormônios e substâncias químicas, que ao penetrar na corrente sanguínea, ultrapassam a barreira placentária chegando ao feto fazendo com que o ambiente até então tranqüilo e confortável torna-se sombrio e ameaçador. Nesse momento, a mãe pode perceber claramente a mudança no comportamento do feto. Muitas vezes torna-se agitado demais como se estivesse tentando se defender, ou pára bruscamente os seus movimentos caindo em sono profundo como num mecanismo de fuga.
          Até o final do primeiro trimestre de gestação, o feto não sabe identificar ao certo alguns estados emocionais da mãe por imaturidade neurológica, porém os reconhece como sensações agradáveis ou não. Com o passar do tempo, e o amadurecimento do sistema nervoso, passa a identificar melhor essas emoções e reações provenientes do matroambiente.
          As emoções sentidas pela mãe são integralmente sentidas pelo bebê, causando muitas vezes um grande sofrimento e desconforto por parte do feto.
          Nesse momento é importantíssima a qualidade do vínculo afetivo firmado entre mãe e bebê, pois no caso de haver qualquer alteração emocional o bebê enviará uma resposta de desconforto, que prontamente será percebida pela mãe, e esta, tentará aliviar essa tensão no bebê, conversando com ele, fazendo um carinho no ventre, de modo que o ambiente intra-uterino volte a apresentar o conforto necessário para que o bebê se sinta amparado e protegido.
          A participação do pai e irmãos nessa busca pela tranqüilidade intra-uterina também é importante, pois além de o bebê se sentir desejado, amado e membro da família, facilita o reconhecimento paterno precoce e consequentemente a formação do vínculo familiar no bebê logo após o nascimento. Portanto, o pai e irmãos devem acariciar o ventre da mãe e conversar com o bebê o máximo que puderem.
          Um bebê gerado em ambiente tranqüilo, cercado de carinho e amor, no futuro se transforma em um ser humano mais seguro e confiante em si mesmo.