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sábado, 10 de setembro de 2011

Razões para se pedir uma cesárea

          Chegou até mim hoje o texto que vou postar abaixo, e que achei muito interessante, e digno de uma reflexão, a começar pelo "mãezinha" inicial, propositalmente colocado, mostrando a força da expressão que minimiza a força da mulher que pari. E depois...mostra as futilidades que levam à mulher a escolher (escolher?) uma cesárea. Cesárea se escolhe? Imagine alguem chegando no médico cirurgião com o seguinte discurso: - Doutor, quero pedir para que o senhor me opere e retire a minha vesícula. Sabe como é, minha mãe teve dores horríveis antes de operar, então, eu acho que operando agora eu não corro o risco de sentir dor. O que o médico faria? Fica aqui a reflexão, e segue abaixo o texto, que foi retirado do blog  http://groselhadeuva.blogspot.com.

          Mãezinha, a seguir apresentamos as várias razões para você acreditar cegamente no seu médico cesarista. Acompanhe!
1 – Ele estudou pra isso: Pra te ver como uma doente, quase em estágio terminal, que trás algo super perigoso dentro de si, tipo um câncer em metástase, uma bomba relógio que vai explodir a qualquer momento e que deve ser extraído imediatamente.
2 – Ele sempre te chama de “mãezinha”, “querida”, “flor”: É porque ele nem sabe o seu nome. Ele te vê apenas como um número, um cifrão a mais na sua conta. E o seu bebezinho que está crescendo na sua barriga, como um incômodo impertinente, que não pode atrapalhar sua noite ou seu fim de semana; por isso vamos marcar uma cesárea.
3 – Cesárea é indolor: Quem aqui já viu alguma pessoa gritando durante uma cirurgia? Cirurgias são feitas com anestesia (dãã), por isso você não vai sentir dor DURANTE. Depois... bem, depois é problema seu, porque o horário do médico já acabou. Se vira, mãezinha!
4 – Cesárea é mais simples do que parto normal: Ignore o fato de que é uma cirurgia de médio porte, que corta 7 camadas de tecido (da sua carne), corta o seu útero, e exige mais de 800 pontos para ser fechada. Ignore o fato de que você vai perder quase UM LITRO de sangue nessa brincadeira, e que se precisar de transfusão de sangue, você pode matar uma pessoa acidentada, que precisará realmente do sangue; mas que será dado a você, pois já está toda aberta e estrebuchada, como um peixe na banca.
5 – Parir é muito perigoso: Claro que é perigoso. Tanto que os seres humanos estão em risco de extinção, não é! Na África e em outros países “pobres” quase não existem mais pessoas!
6– Parir vai te deixar larga: Imagina as acrobacias que o coitado do seu avô não tinha que fazer quando a sua avó já tinha parido o oitavo filho... Vai ver que foi aí que nasceu o mito do Tião-pé-de-mesa.
7 – Parir vai te deixar com incontinência urinária: E isso não é algo que ocorre com a idade, mesmo em mulheres que nunca pariram. Largue a mão de ser impertinente! Faça logo uma cesárea.
8 – Parir é coisa de pobre: A verdade é que a Gisele Bündchen estava passando por um período difícil na sua carreira, sem dinheiro, e foi obrigada a parir em casa, coitada! =S
9 – Nós temos UTI Neo-natal aqui: Não precisa se preocupar! Enquanto você estiver sedada, o seu filho estará na UTI, recebendo uma luz fortíssima na cara, injeções mil, terá um tubo grosso enfiado gentilmente em sua garganta, talvez até uns choquinhos do desfibrilador e será manipulado como um pedaço de carne sem importância.
10 – Cesárea é satisfação garantida! Se você se arrepender, romper os pontos, tiver quelóides, dores, não conseguir levantar da cama sem desmaiar, andar encurvada por uma semana; se você não conseguir cuidar do seu filho, se não conseguir amamentá-lo, se tiver depressão pós-parto... sorria! Você estava com as unhas pintadas e chapinha! Não devolvemos sua gravidez de volta.

sábado, 23 de julho de 2011

50 Motivos para evitar uma cesariana desnecessária



          Os riscos de uma cesariana existem em qualquer cesariana, seja ela necessária ou não. A diferença é que na cesariana necessária esses riscos são menores do que se o parto fosse vaginal.

Riscos da cesariana:

Para o bebê:

   1. Risco de complicações e desconforto respiratório
   2. Demora maior para o leite "descer"
   3. Maior probabilidade de aspiração com cânulas no bebé após o parto (vias aéreas e orais)
   4. Risco de morte 10x maior para o bebê
   5. Grande probabilidade do bebê ficar longe da mãe após nascer
   6. Maior risco de infecção neonatal por aspiração de mecónio
   7. Maior dificuldade no aleitamento
   8. Maior probabilidade de desmame precoce
   9. Lesão do bebê (na hora da cesariana)
  10. Maior risco de morte fetal inexplicável no final da gestação seguinte
  11. Dificuldades de vínculo com a mãe
  12. A mãe pode precisar de analgésicos fortes para aliviar a dor no pós-parto e estes podem passar para o bebê através do leite
  13. Maior risco de internamento do neonato em UTI

Para a mãe:

   1. Risco de ruptura uterina aumentada no próximo parto, caso sejam utilizadas oxitocina artificial no soro e/ou anestesia.
   2. É difícil encontrar um médico que faça partos normais após cesarianas pois são dependentes das drogas citadas acima
   3. Risco de morte 4x maior
   4. Risco de infecção hospitalar
   5. Pós-parto demorado e dolorido.
   6. Depois o desconforto da cirurgia, a dor, a maior dependência de outras pessoas para cuidar do bebé.
   7. Dificuldades para engravidar posteriormente, maior risco de infertilidade posteriormente
   8. Risco de endometriose
   9. Risco de hemorragias, transfusões e morbilidades provocadas por transfusões
  10. Sensibilidade na cicatriz a longo prazo (coceira, dor, sensação de estiramento, etc.)
  11. Dormência na região entre a cicatriz umbilical e corte cirúrgico.
  12. Formação de Aderências
  13. Aumenta as probabilidades do próximo parto ser cesariana
  14. Lesão no intestino (na hora da cesariana)
  15. Maior Risco de trombose doenças correlatas (incluindo embolia)
  16. Risco de acidentes com anestesia
  17. Risco da anestesia não pegar e ter que fazer uma anestesia geral
  18. Maior incidência de Inserção Baixa de Placenta
  19. Maior probabilidade de Acretismo Placentário
  20. Histerectomia (perda do útero) devido ao sangramento
  21. Maior necessidade de transfusão sanguínea
  22. Morte materna devida a hemorragia, consequente a inserção baixa de placenta
  23. Maior risco de atonia uterina
  24. Maior risco de embolia pulmonar
  25. Maior risco de trombose venosa profunda
  26. A próxima gravidez não mais será de baixo risco
  27. Risco de reiteradamente, recuperação por infecção da cicatriz, deiscência de pontos, sangramentos, etc.., com consequente afastamento do bebê
  28. Dificuldades de vínculo com o bebê
  29. Não realização da plenitude da maternidade.
  30. Maior índice de depressão pós-parto

Se a cesariana foi feita antes do trabalho de parto, marcada com antecedência pelo médico, além dos riscos acima podemos adicionar:

   1. Risco de prematuridade do bebê
   2. Um desrespeito monstruoso e uma tremenda violência à mãe e ao bebê
   3. A perda da oportunidade da primeira descoberta de sua própria força e capacidade de luta
   4. A perda da energia que estava sendo guardada para o momento do parto, que gera frustração
   5. A perda da oportunidade de vivenciar uma situação que lhe daria noção de foco, de fazer esforço numa direcção e sentido correcto
   6. Quem convive com essas consequências de uma desnecesaria, aprende as verdades da vida de uma forma muito dolorosa... e demorada.
   7. Segundo os astrólogos (para quem curte o tema), o bebê nasce com uma dualidade na personalidade (situação astrológica natural x situação astrológica forçada)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Planeta Extremo e Parto

Compartilho com vocês um texto escrito pela minha amiga e parceira Renata Olah que me emocionou bastante, e que faz uma comparação bem prática do parto com um grande desafio. Vamos lá.

Planeta Extremo e Parto



          Vocês assistiram o Fantástico do último domingo?? Estreiou uma série chamada Planeta Extremo, que mostrará o reporter Clayton Conservani por quatro desafios extremos ao redor do mundo. O primeiro episódio foi de uma maratona na Antártica, sob condições climáticas intensas ( tempestades de neve e temperaturas de - 30 graus!! Ui!!).
          E o que essa série tem a ver com esse blog?? Talvez a primeira vista não tenha a ver mesmo... Mas assistindo ao quadro, me vinha só uma idéia a mente: "isso é igual trabalho de parto!!"..
          Explico, já fazendo uma relação com o tema central deste blog: para conseguir completar a maratona, Clayton Conservani começou a se preparar para o desafio físico e emocional que logo mais enfrentaria. Foram quatro meses de preparo intenso, junto de Bernardo Fonseca (também competidor dessa maratona). Corrida de longa distância, pilates, yoga, musculação, ciclismo e até treino dentro de um frigorífico!!! (a preparação física e emocional é muito importante, para que a mulher esteja informada, tranquila e forte  para enfrentar o longo caminho que é o trabalho de parto!).
          E então, chegou o dia de partir para a Antártica. A primeira vista, o ambiente assusta. Local inóspito, desconhecido (O hospital também é assim. Surgem dúvidas como "Que ambiente é esse? Quem são essas pessoas? O que vai acontecer daqui pra frente?") Mas não tem jeito. Já estavam lá.. e o desafio estava só começando. E a maratona começa... Clayton está protegido do frio, e encontra seu próprio ritmo para correr os 42km de maratona... (Durtante o TP é muito importante a mulher também encontrar seu próprio ritmo! Não adianta ela fazer o que mandam. Quem está correndo a maratona é ela... e por isso, é ela quem deve dar ritmo ao seu corpo). Os primeiros 20km foram bem.. Algumas pausas foram feitas, para ele se hidratar e se aquecer, e então continuar sua aventura... (O começo é sempre mais leve, devagar e mesmo assim necessita de alimentação, hidratação, pois não sabemos quanto tempo durará essa corrida..) porém, o caminho começou a pesar. O vento frio, a temperatura, as bolhas nos pés, as dores... muitas dores!!!! (Depois da fase ativa, o corpo sente muito o trabalho de parto... dói, é intenso, sim!!). Também sente um desconforto grande. Ao correr, sente que uma unha do pé está para cair (e é comum durante o trabalho de parto, a mulher sentir alguns desconfortos...como pressão em períneo pelo fato da descida do bebê, e também dor na pelve, que se abre sutilmente para dar passagem ao feto).
          Em certo momento, quase chegando ao fim, Clayton desabafa... Diz que vai continuar, na raça por um objetivo maior: sua filha Gabi, que ficou no Brasil. Ele chora, se emociona e mesmo naquelas condições desfavoráveis, aguenta firme... (esse momento me lembrou a "fase de transição"... bate o desespero, a necessidade de se apegar a um bem maior, algo que acolha aquela mulher que decidiu passar por tudo aquilo, mas que ao mesmo tempo dê forças pra que ela não desista).. 
          Se entregou, decidiu vencer seus limites e mais alguns quilometros pela frente, ele passou pela linha de chegada. Sétimo lugar. Que vitória!!! Ele conseguiuuuuu!!!! (E a mulher que consegue, também se sente muito vitoriosa, a própria mulher Maravilha!)
          Mas não acabou.. logo Clayton começa a passar mal, vomita e vai verificar o que aconteceu com sua unha.. percebe que apareceu um grande hematoma, mas que tudo ficará bem! (E após o parto, é comum que a mulher trema, se sinta enjoada, e tenha alguns "machucados" provenientes da corrida: laceração perineal, episiotomia, etc)... E então, ele termina sua aventura, com sensação de missão cumprida e uma necessária noite de sono. E eu acho aquilo o máximo!!!! Lembro que comentei com as pessoas que estavam na sala comigo "nosssaa, queria ter essa coragem!!!!".. e me disseram: "o cara é louco!! pra quê isso?".... Para quê??? Para sentir que pode!! Para superar seus medos, limites, para se transformar, transmutar! Para se sentir viva, forte! (e não é também por isso que algumas de nós queremos parir????). Qual o problema de sentir dor, se há um objetivo tão maior e intenso por trás de tudo isso??? Qual o problema de querer passar por uma experiência intensa, dolorosa, forte??? 
          Pra mim o problema está em não querer vivenciar, não querer se sentir viva, forte, não querer se transformar, superar medos e limites...

          Mas voltando ao Clayton, qual foi a sua opinião sobre tudo o que ele passou? "Faria tudo novamente!!" 
          E o que aprendeu com tudo isso?? "A maior lição está em acreditar que sempre é possível fazer melhor, ir mais longe. Se queremos algo diferenciado temos que ousar".

          Então, isso significa que o esforço vale a pena? Com certeza sim! 

          E termino esse post com uma frase dita pelo Bernardo Fonseca, que me marcou muito e que certamente falarei para minhas gestantes daqui pra frente:

"O sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Os quatro grandes mitos da dilatação no parto

Segue abaixo um texto em espanhol, mas bem tranquilo de se entender. Vale a pena como complemento de conhecimento. Esse texto eu tirei do Blog Bebe a go go. Muito interessante.

       Lo que no sabes sobre el cuello del útero puede arruinarte el parto.

Traducción de Marina Romanos para el blog de bebé a go-go del artículo original publicado en birthologie.com

¿Qué es?  ¿Dónde está?

          La mayoría de las mujeres no tienen ni idea de qué es el cuello del útero (cérvix), dónde está, su función o tan siquiera su apariencia. El cérvix está aquí:

          Y así es como se ve desde abajo, parecido a un glande:

          La primera vez que oí sobre anatomía reproductiva básica estaba embarazada de mi primer hijo, y lo único que realmente aprendí sobre el cérvix es que está en la parte inferior de mi útero (me lo imaginaba como la apertura de un globo y mi útero era el globo que se iba a expander), y que se tenía que dilatar de 0 a 10 centímetros en el parto. También tenía que hacerse menos espeso (borrarse) y pasar de una consistencia parecida a la punta de mi nariz a la de la capa de piel que hay entre los dedos índice y pulgar, como derritiéndose. Y que durante el parto era necesario que comprobaran regularmente el cuello uterino para comprobar que la dilatación progresaba.
          Pero eso fue todo. Fue en mi formación como educadora prenatal y doula cuando descubrí más cosas sobre el cérvix. Cosas que cambiaron para siempre mi enfoque  del acompañamiento a mujeres durante el parto.

            Mito sobre el cérvix número 1 : 10 es el número mágico.

           No, no lo es. ¿Sabías que se puede dilatar más de 10 centímetros? ¿Qué?  ¿Ahora todas tenemos que dilatar tanto? Suena espeluznante! Es espeluznante ¿verdad?
En realidad no. Al menos no más espeluznante que dilatar hasta 10. Dilaté bastante más de 10 centímetros en mi último parto, y la cabeza de mi bebé midió 14,75 cm.  Eso es, dilaté hasta casi los 15 cm. Y además sobreviví. Y además no me dolió más que en mis otros partos en los que dilaté sólo 10. Así que, sólo porque estés dilatada de 10 centímetros no significa necesariamente que estés preparada para empujar. Si no sientes el impulso de empujar a los 10 cm y se te ordena que lo hagas, forzarás el cérvix a abrirse “en contra de su voluntad” y resultará dañado. Si tienes una epidural previa y no sientes este impulso, el riesgo de daños es todavía mayor.

Mito sobre el cérvix número 2. El cuello del útero dilata en una forma perfecta de círculo.

          El cuello uterino no dilata como un círculo como se dibuja en las imágenes que enseñan la dilatación. En realidad se abre como la elipse dibujada más abajo.


Source:   MidwifeThinking.com
“Se abre desde atrás hacia delante como una elipse. La apertura se encuentra enclavada en la parte trasera de la vagina y durante el inicio de la dilatación se abre hacia delante. En algún punto del proceso casi todas las mujeres tienen un reborde anterior (que significa que la parte superior del cérvix no está totalmente dilatado) porque es la última parte que sube sobre la cabeza del bebé. Que este reborde se detecte o no depende de si se realiza o cuando se realice un tacto vaginal. Un borde posterior es muy extraño porque esa parte del cérvix desaparece antes, o porque es difícil alcanzarla con los dedos.

Mito sobre el cérvix número 3. Los tactos vaginales no dañan el cérvix ni dificultan la dilatación.

La matrona Carla Hartley en Ancient Art Midwifery lo explica así:
“El cérvix no debería ser tocado, se produce una respuesta inflamatoria al material extraño (los guantes) y a la presión, y una respuesta hormonal. Al cuerpo puede resultarle confuso que, mientras intenta vaciar el útero, se de una interferencia desde el cuello del útero al ser tocado y manipulado de una manera extraña para él. LOS TACTOS VAGINALES NO SON FISIOLÓGICOS Y SUPONEN UNA INTERRUPCIÓN AL PROCESO NATURAL DEL PARTO.
Y sobre pujar… NO LO HAGAS… tu cuerpo sabe como expulsar un bebé sin tu ayuda, es un reflejo. Ni siquiera esperes tener ganas, sólo espera una sensación de tu cuerpo tomando el control absolutamente, sacando al bebé como está DISEÑADO para hacer.
Habló mucho sobre el abuso verbal y digital en el parto, y los tactos vaginales son un ejemplo de abuso digital.
Las matronas (y los obstetras y enfermeras) que piensan que los tactos vaginales son buenos o necesarios no tienen la formación suficiente o no están actualizados con los conocimientos científicos que prueban que el parto es más seguro si se deja tranquilo sin intervenir. La manera más segura de actuar una matrona es con las manos fuera y la boca cerrada.”

Mito sobre el cérvis número 4. Tu cuello uterino es diferente y está aislado de otras partes del cuerpo.

          Ina May Gaskin, la madre de la matronería moderna ha acuñado un término llamado “la ley del esfínter”. Esta ley declara:
          Los esfínteres (incluyendo el anal, cervical y vaginal) son los responsables de traer a tu bebé al mundo. Si los esfínteres están apretados, el parto no progresará y habrá más dolor.
¿Qué es exáctamente la ley del esfínter de Ina May?
1.  El esfínter anal, el cervical (el cuello del útero) y el vaginal funcionan mejor en una atmósfera de intimidad y privacidad. Por ejemplo, un baño con pestillo o un dormitorio donde las interrupciones son improbables o imposibles.
2.  Estos esfínteres no se pueden abrir a la fuerza ni responden bien a órdenes de pujar o relajar.
3.  Cuando el esfínter está en proceso de apertura, se puede cerrar repentinamente si la persona se enfada, asusta, es humillada o consciente de sí misma. ¿Por qué? Los niveles altos de adrenalina en el torrente sanguíneo no favorecen (y muchas veces impiden) la apertura de esfínteres. Estos factores inhibidores son una razón importante por la cual las mujeres en las sociedades tradicionales normalmente escogen otras mujeres, excepto en circunstancias extraordinarias, para acuompañarlas y atenderlas durante la dilatación y el parto.
4. El estado de relajación de la boca y la mandíbula está directamente relacionado a la habilidad del cérvix, la vagina y el ano para abrirse completamente.

Insisto, y en otras palabras:
Boca abierta = Cérvix abierto
Garganta abierta = Vagina abierta

          Es casi imposible parir con eficacia con los labios apretados y la garganta cerrada. Puedes intentarlo ahora mismo… cuando relajas la mandíbula, abres la boca y la garganta, las nalgas se relajan automáticamente y te undes en la silla. Ina May habla de los beneficios de los besos, y de mantener la boca y los labios sueltos y abiertos. Besar también provoca la segregación de oxitocina y otras hormonas del amor que elevan la tolerancia al dolor y aceleran el parto.
 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Hospitais não poderão cobrar de quem acompanha parto

São Paulo - Lei publicada na segunda-feira no Diário Oficial do Estado de São Paulo proíbe as maternidades particulares de cobrar taxas para permitir que o pai ou outro acompanhante escolhido pela gestante assistam ao parto no centro obstétrico.

De acordo com o texto, o veto se refere aos valores cobrados a título de higienização, esterilização e demais procedimentos necessários para que a pessoa possa adentrar o centro obstétrico, independentemente da nomenclatura dada à cobrança?.

A norma, no entanto, ainda precisa ser regulamentada pela Secretaria de Estado da Saúde, que deve determinar como será feita a fiscalização e qual será a punição para os hospitais que descumprirem a regra.

O direito a acompanhante durante o parto já era garantido por lei federal e estadual. Os textos, no entanto, não faziam menção à cobrança de taxas. Em 2008, uma resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que - no caso dos beneficiários de planos de saúde - as operadoras deveriam cobrir as despesas do acompanhante, ficando proibida qualquer cobrança aos usuários.

Nem todas as maternidades, porém, cumprem a determinação. A leis que existiam até agora davam margem a muitas interpretações. Muitos hospitais cobram taxas exorbitantes que, no fundo, têm o objetivo de coibir o direito da mulher de ter um acompanhante, afirma Deborah Delage, da Rede Parto do Princípio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Uma em quatro mulheres relata maus-tratos durante o parto

Esse artigo saiu da Folha de São Paulo de hoje e se encontra no caderno "Cotidiano".
Fala de violência institucional no parto, descuprimento da "Lei do acompanhante", e fala da Humanização do parto como uma das prioridades do Ministério da Saúde desde 2004.
Reportagem de Laura Capriglione

          Chorando em um hospital, agulhada pelas dores das contrações do parto, mulheres brasileiras ainda têm de ouvir maus-tratos verbais como: "Na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe. Por que tá chorando agora?".
           De acordo com o texto, uma em cada quatro mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relatou algum tipo de agressão no parto, perpretada por profissionais de saúde que deveriam acolhê-la e zelar por seu bem-estar. São agressões que vão da recusa em oferecer algum alívio para a dor e xingamentos até gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório.
           Os dados integram o estudo "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado", realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc e divulgado agora. A Folha obteve com exclusividade o capítulo "Violência no Parto", que pela primeira vez quantificou à escala nacional, a partir de entrevistas em 25 unidades da Federação e em 176 municípios, a incidência dos maus-tratos contra parturientes.

Editoria de Arte/Folhapress


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A história do Presunto de Ação de Graças

          Madrugada de domingo, 3 hs, meu celular toca anunciando a chegada de mais um bebê. Pego a minha "mala do batman", e lá vou eu acompanhar a mais um sublime momento.
          Trabalho de parto tranquilo, em casa noite adentro, manhã, e fomos para o hospital, onde após 4 hs nasce Valentina, saudável, rosada, linda...3,115Kg, 49,5cml. Mas esse parto teve um gostinho diferente, prá mim, pra família, prá mãe, pro obstetra, e eu acredito que vai ficar marcado também na vida desse hospital. 
          Por que?
          Imaginem só, Em pleno século XXI, onde  infelizmente as cesáreas e as intervenções obstétricas dominam o meio, Valentina chegou ao mundo naturalmente, sem intervenções, com o respeito e dignidade que toda mulher e todo bebê deveriam ter.
          Mas de tudo isso, algo ficou marcado em mim, que acredito que vou carregar pro resto de minha vida e que mudou totalmente o meu conceito com relação ao obstetra que acompanhou o nascimento de Valentina.
          Após o nascimento, enquanto avaliávamos esse momento maravilhoso, entramos na questão da episiotomia de rotina, que se não fosse a conspiração do cosmos a nosso favor e a obstetra do pré natal  estar viajando e não assistr a esse parto, com certeza Bruna  teria sido submetida a uma, pois ao final da gestação a obstetra afirmou realizar rotineiramente por conta de uma gama de consequências provindas da não realização da episio e que  são totalmente contrárias às evidências científicas.
          Foi quando, após uma sequência de acontecimentos positivos advindos do obstetra, o que ja estava me deixando feliz e satisfeita, ele disse que não faz procedimentos por rotina, ou por fazer, mas avalia bem cada caso antes de fazer, e a partir disso, nos contou uma história que ilustra bem isso.

A História do Presunto de Ação de Graças

          Em uma casa, no dia de Ação de Graças, a mãe sempre fazia um presunto assado. Ela sempre cortava a ponta do presunto. A filha perguntou um dia: "Mamãe, porque você sempre corta a ponta do presunto?" A Mãe, desconcertada com a pergunta, pensa um pouco antes de responder: "Sua avó sempre cortava a ponta do presunto. Como eu cresci vendo ela fazer isso, eu faço também. Mas eu não sei o motivo."
          A curiosa e astuta menina, foi então perguntar à sua avó, porque cortava a ponta do presunto antes de assá-lo. Para a surpresa e decepção da menina, a avó deu a mesma resposta de sua mãe. A mãe de sua avó sempre cortava a ponta do presunto, por isso ela também cortava. Agora, a menina precisava ir mais afundo nisso e ligou para a sua bisavó. "Bisa, porque você cortava a ponta do presunto antes de assá-lo? Era porque sua mãe fazia isso também?" A bisavó, sorriu do outro lado da linha e respondeu: " Não minha bisnetinha. Eu cortava o presunto pois a assadeira que eu tinha era pequena demais e o presunto não cabia lá."

Bom acho que consegui transmitir o meu recado...
Parabéns Bruna, Parabéns Everton e Valentina, seja Bem Vinda!!!!
Tenha a certeza, de que você chegou fazendo a diferença!!!!!


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Principais indicações das DesneCesáreas

          O índice de parto cesáreo no Brasil, em hospitais privados, alcança hoje a absurda e altíssima marca de 84% e  no setor público, 35%. 
          De acordo com dados de uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública com colaboração do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, 70% das mulheres desejam um parto normal, mas apenas 10% dessas mulheres conseguem.
          Se considerarmos que a Organização Mundial da Saúde recomenda que esse valor gire em torno de 10 a 15%, temos que admitir que alguma coisa está errada...ou com as mulheres, ou com o sistema.
          Sabemos que desde que o mundo é mundo, as mulheres têm seus bebês por via vaginal, de maneira natural, e estamos aí, vivos, saudáveis, inteiros...então temos que aceitar que o problema não é com as mulheres...estou errada?

          A Dra. Melânia Amorin , médica obstetra na Paraíba, elaborou uma lista muito interessante, que talvez nos ajude a compreender melhor esses números alarmantes, e a despertar nas mulheres uma visão que possibilite  ler nas entrelinhas sobre a conduta do médíco.

"Essa lista é fruto de minha participação, nos últimos meses, nessa e em outras comunidades que discutem gestação e parto, com a premissa básica de devolver à mulher a condição de protagonista desses momentos maravilhosos! Espero que, divulgando-a, vocês possam ampliá-la e contribuir para evitar, pelo menos, que as mulheres sejam ENGANADAS e conduzidas sob falsos pretextos para cirurgias desnecessárias."  Dra. Melania Amorim

"INDICAÇÕES" DAS DESNECESÁREAS: 

1. Circular de cordão, uma, duas ou três “voltas” (campeoníssima – essa conta com a cumplicidade dos ultra-sonografistas e o diagnóstico do número de voltas é absolutamente nebuloso)
2. Pressão alta
3. Pressão baixa
4. Bebê que não encaixa antes do trabalho de parto
5. Diagnóstico de desproporção céfalo-pélvica sem sequer a gestante ter entrado em trabalho de parto
6. Bolsa rota (o limite de horas é variável, para vários obstetras basta NÃO estar em trabalho de parto quando a bolsa rompe)
7. “Passou do tempo” (diagnóstico bastante impreciso que envolve aparentemente qualquer idade gestacional a partir de 39 semanas)
8. Trabalho de parto prematuro
9. Grumos no líquido amniótico
10. Hemorróidas
11. HPV
12. Placenta grau III
13. Qualquer grau de placenta
14. Incisura nas artérias uterinas (aliás, pra que doppler em uma gravidez normal?)
15. Aceleração dos batimentos fetais
16. Cálculo renal
17. Dorso à direita
18. Baixa estatura materna
19. Baixo ganho ponderal materno/mãe de baixo peso
20. Obesidade materna
21. Gastroplastia prévia (parece que, em relação ao peso materno, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come)
22. Bebê “grande demais”
23. Bebê “pequeno demais”
24. Cesárea anterior
25. Plaquetas baixas
26. Chlamydia, ureaplasma e mycoplasma
27. Problemas oftalmológicos, incluindo miopia e descolamento da retina
28. Edema de membros inferiores/edema generalizado
29. “Falta de dilatação” antes do trabalho de parto
30. Gravidez super-desejada (motivo pelo qual os bebês de proveta aqui no Brasil muito raramente nascem de parto normal)
31. Gravidez não desejada
32. Idade materna “avançada” (limites bastante variáveis, pelo que tenho observado, mas em geral, refere-se às mulheres com mais de 35 anos)
33. Adolescência
34. Prolapso de valva mitral
35. Cardiopatia (o melhor parto para as cardiopatas é o vaginal)
36. Diabetes
37. Bacia “muito estreita”
38. Mioma uterino
39. Parto “prolongado” ou período expulsivo “prolongado” (também os limites são muito imprecisos, dependendo da pressa do obstetra)
40. “Pouco líquido”
41. Artéria umbilical única
42. Ameaça de chuva/temporal na cidade
43. Obstetra (famoso) não sai de casa à noite devido aos riscos da violência no Rio de Janeiro
44. Fratura de cóccix em algum momento da vida
45. Conização prévia do colo uterino
46. Eletrocauterização prévia do colo uterino
47. Varizes na vagina
48. Constipação (prisão de ventre)
49. Excesso de líquido amniótico
50. Anemia
51. Data provável do parto (DPP) próximo a feriados prolongados e datas festivas

Fonte: Cesárea? Não, obrigada!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A DOR DO PARTO


                Desde que o mundo é mundo, e citada inclusive na Bíblia “Parirás com dor”, a “temível” dor do parto está ali, presente.
            Mas será que é tudo isso mesmo? Será que a mulher precisa “sofrer” para parir o fruto de um amor?
            O primeiro passo é separar a “dor” do “sofrimento’, pois são coisas distintas.
Segundo a IASP (International Association for the Study of Pain), dor é definida como uma "experiência sensorial e emocional desagradável, associada a dano presente ou potencial, ou descrita em termos de tal dano". Sendo assim, observamos que existe sempre um componente subjetivo, individual, ou seja, de acordo com a história de vida de cada pessoa. Então, podemos concluir que cada um tem a “sua” dor e a percebe de maneira diferente.
            A dor pode levar a um sofrimento. O sofrimento está aliado a um conceito mais global, ou seja, “um sentimento negativo que prejudica a qualidade de vida do sofredor”.
            Então, baseados nessas definições, podemos concluir que podemos sentir dor sem sofrimento, como também podemos sofrer sem sentir dor, certo?
E é aí que chegamos na dor do parto.

            Diferente das outras, a dor associada às contrações é intermitente, ou seja, tem começo, meio e fim, apresentando um intervalo entre as contrações para um bom relaxamento.
            Como dito anteriormente, ela possui um caráter subjetivo, variando de mulher para mulher e até mesmo nos diversos partos de uma mesma mulher.
            É facilmente esquecida, não sendo considerada um acontecimento traumático
            Se faz muito importante durante um trabalho de parto, que se quebre o ciclo MEDO – TENSÃO – DOR.
E como se faz isso?
Se informando em fontes confiáveis, se preparando física e mentalmente,  buscando um profissional que respeite o seu tempo e o tempo de seu bebê, tendo o apoio de um acompanhante, a presença de uma doula, e principalmente acreditando na própria capacidade de parir, fazendo dessa dor, a sua aliada nesse momento.
Além disso, a dor pode ser amenizada com alguns métodos não farmacológicos.

•      Controle da iluminação – A baixa luminosidade ajuda a relaxar e cria um ambiente confortável.
•      Silêncio, privacidade, ambiente discreto – deixar que a mulher se sinta a vontade, permitindo uma maior concentração e interiorização
•      Música - Relaxa
•      Velas aromáticas
•      Posicionamento – Algumas posições adotadas ajudam a acelerar o trabalho de parto, e amenizam a dor. Vale lembrar que cada mulher tem o direito de buscar e encontrar a “sua” posição
•      Mobilidade – O movimento e fundamental para a evolução do trabalho de parto, e colabora para que a mulher busque a sua posição.
•      Massagem – Ajuda a relaxar, e o toque proporciona uma excelente troca de energia
•      Respiração – fundamental para a oxigenação do bebê, concentração e relaxamento
•      Uso da água – a água é vida,  ajuda no relaxamento e ameniza a sensação dolorosa
•      Relaxamento – é a base do trabalho de parto. Estando tranqüila, relaxada, a mulher tem um controle maior sobre a dor.
•     Visualização  - Nada como “enxergar” o que está acontecendo dentro da gente e poder colaborar com a evolução do processo.

            E para quem já ouviu que a dor do parto é uma dor “insuportável”, segue o gráfico abaixo para sua informação...


            E com tudo isso, ainda existem mulheres que “fogem” da dor do parto e correm atrás de uma  intervenção cirúrgica de médio a grande porte, onde correm um risco alto e acabam passando por dor maior....dá prá entender???
            Em tempo...sempre que alguém disser a você que “sofreu” durante o trabalho de parto...avalie a situação e lembre da definição acima, ok?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Humanizar é preciso

Hoje em dia muito se fala em humanização, porém ninguém sabe ao certo, qual a intensidade, a profundidade e a influência desse termo no atendimento a gestante.
Humanizar é muito mais que fazer um parto na penumbra, e depois colocar o bebê sobre o ventre da mãe. É muito mais que disponibilizar leitos em um hospital superlotado, para uma gestante em trabalho de parto e que necessita de uma internação de emergência. Vai além do atendimento individualizado e do alojamento conjunto. Supera o direito a seis consultas durante o pré-natal. O processo de humanização ultrapassa o limite da manobra física.
O termo “Humanizar”, de acordo com o dicionário Aurélio, entre algumas outras definições não relevantes para o momento, significa: “dar condição humana à”, e é a esse objetivo, essa condição, que as correntes em prol da humanização do parto e nascimento pretendem chegar, e num espaço bem curto de tempo.
Ao contrário do que muitos pensam, o processo de humanização, é um processo simples, não requer altos investimentos financeiros, e nem mudanças radicais no ambiente físico do nascimento. Requer apenas o bom uso da consciência com uma certa dose de bom senso. Resgatar a eficiência do primitivo com a qualidade e segurança do avanço científico. Voltar a ver o parto como um momento social, familiar e não médico-cirúrgico. Ver a gestante prestes a parir como uma mulher forte e saudável e  não como uma mulher enferma.
A mulher, principal peça no cenário do nascimento, é um animal racional, ou seja, um ser vivo dotado de físico e psique (mente). Corpo e mente trabalham simultânea e ininterruptamente. Sendo assim, humanizar o parto, é criar condições para que todas as dimensões do ser humano sejam prontamente atendidas e respeitadas: espirituais, psíquicas, biológicas, culturais e sociais. É dar às mulheres um atendimento personalizado, focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos.
Vale lembrar, que o nascimento não é um mecanismo de “produção” de crianças. É um processo de criação. E para isso, é preciso que se respeite a individualidade e natureza de cada mulher. Se respeite a fisiologia de cada parto.
 As intervenções cirúrgicas foram criadas para corrigir patologias, e não aperfeiçoar a fisiologia.
Nós, mulheres, precisamos ter plena consciência disso, para começarmos a exigir nossos direitos com relação ao atendimento no momento do parto, tornando-nos assim, mais seguras, participativas e confiantes nesse tão sublime momento, que é o nascimento de um filho..

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CURSO DE ENSINAMENTOS TRADICIONAIS SOBRE O PARTO E NASCIMENTO COM D.FLOR

Recebi esse convite, e repasso a todos os meus seguidores. Para que tem a possibilidade de ir, é realmente IMPERDÍVEL!!!!



D. Flor, conhecida parteira tradicional residente no Moinho, em Alto Paraíso, Chapada dos Veadeiros, Goiás, está disposta a passar seus conhecimentos sobre parto e nascimento. Ela já fez mais de 300 partos e pariu 13 filhos. É raizeira e tem profundo conhecimento sobre as melhores ervas para serem usadas nas várias fases da vida da mulher. Com pouco mais de 70 anos de idade, D.Flor diz que quer transmitir o que sabe para que outros homens e mulheres possam ajudar no parto e nascimento.
D. Flor sabe muito, um pouco desse rico conhecimento será passado neste curso, uma rara oportunidade para ter acesso à sua sabedoria ancestral.


Data: 27 a 30 de Abril e 1º de Maio

Horário: 9 às 12 – 14:00 às 18 horas de quinta a sábado  e de 9 às 14hs no domingo

Conteúdo sugerido pela D.Flor:

  • Saúde da Mulher: cuidados necessários antes de engravidar
  • Cuidados com a Saúde na gestação, parto e pós-parto
  • Uso de plantas medicinais nas diferentes fases da vida da mulher e do bebê
  • Oficina de Simulação do Parto
  • Cuidados com o Recém Nascido

Organização
O Curso está sendo organizado pela Casa da Luz, com apoio do Centro de Estudos UnB Cerrado e será realizado no Espaço Adi Shakti, localizado no Moinho e que comporta, no máximo, 20 participantes.

Hospedagem e refeições
Será oferecido hospedagem na Aldeia Maiana para 10 participantes a R$ 45,00 por dia, incluindo café da manhã, almoço e jantar. O almoço será para todos no mesmo local a R$ 10,00 por pessoa.Existem outros locais para hospedagem no Moinho, no Espaço Adi Shakti, no Sitio Flor de Ouro e na D. Alzira, que deverão ser tratados diretamente com os proprietários.
 Quem preferir, pode ir e vir de Alto Paraíso onde existem várias pousadas.


Investimento: RS 260,00 à vista ou duas parcelas de R$ 140,00


Realização: Casa da Luz, Centro de Estudos UnB-Cerrado e Espaço Adi Shakti

Apoio: , REHUNA – Rede pela Humanização do Parto e Nascimento.

Mais Informações: com Livia ( 61) 96183773, 32537095

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Preparação para o parto, precisa???





Como trabalho preparando casais e mulheres para o parto, achei interessante esse artigo da Vera Iaconelli (Doula, Psicóloga, Mestre em Psicologia pela USP, Psicoterapeuta Corporal. Atualmente é Coordenadora do Instituto Gerar de Psicologia Perinatal, onde desenvolve pesquisa em Psicologia Perinatal e coordena a Clínica Social para gestantes e mãe de bebês.), que responde bem essa pergunta.

O parto é um evento orgânico que qualquer animal pode realizar sem conhecimento prévio, então, para que se preparar? Seria uma boa questão se nós fôssemos apenas animais e não seres humanos. Existe uma parte de nosso cérebro, a parte mais primitiva, que faz com que sejamos completamente aptos a exercer a função capaz de realizar estas funções. No entanto, o homem adquiriu a capacidade de pensar e, aliada a esta, adquiriu a fala e toda construção cultural. A cultura se encarregou de transmitir, de mãe para filha, todo o conhecimento e sabedoria acumulados durante milhares de anos sobre a gestação e o parto. A ciência, por sua vez, contribui para ajudar os casos em que nem tudo dava certo de forma espontânea, bem como conhecendo as questões básicas de higiene e cuidados, muitas vidas têm sido salvas em situações desfavoráveis. No entanto, com as informações e intervenções médicas, a sabedoria popular foi perdendo seu crédito, e tudo o que prezávamos relacionado ao parto natural passou a ser relevado a último plano. Esta perda do conhecimento empírico e a excessiva confiança na ciência levaram a um desequilíbrio no uso do conhecimento sobre a gestação, parto e puerpério. Parece que nós jogamos “o bebê com a água do banho”, como se diz. Atualmente, a tendência mundial é de busca de um diálogo entre estes dois conhecimentos e, principalmente, de um respeito à individualidade da experiência de cada gestante e de cada bebê. Assim, como passamos a levar um estilo de vida sedentário e acreditamos que o especialista sabe mais sobre nós do que nós mesmos, também a gestação e o parto passaram a ser assuntos médicos a serem “resolvidos” no hospital. Os futuros pais, por sua vez, também não sabem onde procurar respaldo, pois seus pais se sentem desautorizados a transmitir sua experiência e tendem a reproduzir informações pseudo-científicas.
        O grupo de gestantes oferece um espaço onde a troca de informações científicas aliadas ao respeito pela experiência única de cada mãe, bem como a preparação física propriamente dita, podem ser aproveitados. Nesse encontro, as futuras mães podem discutir sobre as questões pessoais que, até então, faziam-nas sentirem-se verdadeiras ilhas isoladas. Muitas vezes, a gestante nem sabe o que perguntar a seu médico, não tem consciência sobre seu corpo (que os livros não são capazes de dar) e não têm um espaço para falar de como se sentem em relação à gestação.
        No grupo de gestantes, os pais são convidados a participar na medida de suas possibilidades e desejos, e podem mesmo se tornar acompanhantes qualificados de parto (DOULA). Os resultados são espantosos. A experiência de das à luz fica enriquecida pela consciência que as mães passam a ter e, como fruto disso, temos a prevenção de dificuldades no cuidado com o bebê, amamentação, formação de vínculo e saúde física e psíquica. Hoje em dia, principalmente no Brasil, onde a taxa de cesáreas é reconhecidamente abusiva (em torno de 80%), fica difícil que uma mãe sem preparo tenha chances de reivindicar outro tipo de parto. O medo diante da situação hospitalar associado a doenças, à falta de conhecimentos da parturiente sobre seu corpo, à falta de conhecimentos das pessoas que lidam com a parturiente sobre as peculiaridades psíquicas da situação de parto, às intervenções invasivas, impede que o parto siga seu curso normal. A frustração é de todas as partes, inclusive de muitos médicos que sinceramente gostariam de diminuir esta incidência, mas não sabem como faze-lo, pois a prática obstétrica, na formação destes profissionais, afastou-se do parto natural, dando ênfase ao aspecto cirúrgico. Enfim, a resposta é sim, precisamos, mais do que nunca, de preparação para o parto em três aspectos: físico, emocional e informativo.

E...complementando o texto da Vera, eu escrevi um artigo, já faz um tempinho, que também fala a respeito do tema. Lá vai...

Preparando-se para ser mãe

A gravidez, muito embora seja um fenômeno natural e "corriqueiro", ainda hoje é vivenciada cheia de dúvidas e tabus. Mesmo que programada e desejada, quando confirmada, gera sempre muita insegurança, medo e ansiedade. Esses sentimentos tendem a aumentar pela falta de informação e conscientização por parte do casal envolvido, ocasionando muitas vezes gestações problemáticas, e tendo como conseqüência partos difíceis, cheios de intervenções médico-cirúrgicas, cesarianas desnecessárias, enfim, uma experiência de parto traumática.
O primeiro passo a ser tomado quando se tem por objetivo um bebê, é ter a certeza de que ambos (homem e mulher) gozem de perfeita saúde, física e mental (segundo a Organização Mundial de Saúde, é nesse momento que todos os pré-natais deveriam ser iniciados, ainda a nível de planejamento). Essa é a base para o sucesso. Ansiedades, cobranças, obsessões: JAMAIS!!!!!!
A partir do momento em que uma mulher se vê grávida, além de todas as mudanças físicas pelas quais ela irá passar, haverá uma carga muito grande de alterações psicológicas, sociais e espirituais como inversão social, aumento de responsabilidades, medo do desconhecido, temor ao parto, e muitos outros medos, emoções e sensações que possam surgir no decorrer da gestação.
Diferente do que muitas pessoas pensam, a finalidade dos cursos de preparação para o parto, não é simplesmente a de ensinar a trocar fraldas, ou cuidar do coto umbilical. Isso, qualquer pessoa, independente de sexo, ou nível cultural, pode ensinar sem problemas, pois não requer grandes conhecimentos.
Seu principal objetivo é preparar o casal grávido, física e emocionalmente para vivenciar e participar ativamente de todo o processo que envolve a maternidade. Essa conscientização é feita por uma equipe multiprofissional, atentando aos aspectos físicos da gravidez, amenizando as ansiedades naturais do processo, fornecendo respostas às questões que os assombram, como sexualidade, alimentação, exercícios físicos, álcool, fumo, medicamentos, peso, doenças, exames, preparo para a amamentação, enxoval, parto, pós-parto, dores, a escolha do hospital, os direitos da mulher durante todo o pré-natal e parto, desmistificar mitos e tabus, entre outras, conduzindo a uma experiência gestacional e de parto bem positiva, ocasionando uma queda significativa na depressão puerperal e  sucesso na amamentação.
  Esses cursos de orientação são fornecidos muitas vezes por hospitais, clínicas,  entidades relacionadas ao assunto, ou por Doulas (acompanhantes de parto) com habilitação para tal,  sendo que estas dão continuidade ao trabalho através de apoio físico e emocional à gestante, ou orientando o pai ou acompanhante de como fazê-lo, durante o decorrer do trabalho de parto e parto, estendendo-se ao pós-parto até a formação do vínculo materno-infantil com o estabelecimento da amamentação.
O casal bem informado irá vivenciar esse momento de suas vidas sem medos e tensões, participando mais ativamente desse processo magnífico e sagrado que se chama GESTAÇÃO.