sábado, 23 de julho de 2011

50 Motivos para evitar uma cesariana desnecessária



          Os riscos de uma cesariana existem em qualquer cesariana, seja ela necessária ou não. A diferença é que na cesariana necessária esses riscos são menores do que se o parto fosse vaginal.

Riscos da cesariana:

Para o bebê:

   1. Risco de complicações e desconforto respiratório
   2. Demora maior para o leite "descer"
   3. Maior probabilidade de aspiração com cânulas no bebé após o parto (vias aéreas e orais)
   4. Risco de morte 10x maior para o bebê
   5. Grande probabilidade do bebê ficar longe da mãe após nascer
   6. Maior risco de infecção neonatal por aspiração de mecónio
   7. Maior dificuldade no aleitamento
   8. Maior probabilidade de desmame precoce
   9. Lesão do bebê (na hora da cesariana)
  10. Maior risco de morte fetal inexplicável no final da gestação seguinte
  11. Dificuldades de vínculo com a mãe
  12. A mãe pode precisar de analgésicos fortes para aliviar a dor no pós-parto e estes podem passar para o bebê através do leite
  13. Maior risco de internamento do neonato em UTI

Para a mãe:

   1. Risco de ruptura uterina aumentada no próximo parto, caso sejam utilizadas oxitocina artificial no soro e/ou anestesia.
   2. É difícil encontrar um médico que faça partos normais após cesarianas pois são dependentes das drogas citadas acima
   3. Risco de morte 4x maior
   4. Risco de infecção hospitalar
   5. Pós-parto demorado e dolorido.
   6. Depois o desconforto da cirurgia, a dor, a maior dependência de outras pessoas para cuidar do bebé.
   7. Dificuldades para engravidar posteriormente, maior risco de infertilidade posteriormente
   8. Risco de endometriose
   9. Risco de hemorragias, transfusões e morbilidades provocadas por transfusões
  10. Sensibilidade na cicatriz a longo prazo (coceira, dor, sensação de estiramento, etc.)
  11. Dormência na região entre a cicatriz umbilical e corte cirúrgico.
  12. Formação de Aderências
  13. Aumenta as probabilidades do próximo parto ser cesariana
  14. Lesão no intestino (na hora da cesariana)
  15. Maior Risco de trombose doenças correlatas (incluindo embolia)
  16. Risco de acidentes com anestesia
  17. Risco da anestesia não pegar e ter que fazer uma anestesia geral
  18. Maior incidência de Inserção Baixa de Placenta
  19. Maior probabilidade de Acretismo Placentário
  20. Histerectomia (perda do útero) devido ao sangramento
  21. Maior necessidade de transfusão sanguínea
  22. Morte materna devida a hemorragia, consequente a inserção baixa de placenta
  23. Maior risco de atonia uterina
  24. Maior risco de embolia pulmonar
  25. Maior risco de trombose venosa profunda
  26. A próxima gravidez não mais será de baixo risco
  27. Risco de reiteradamente, recuperação por infecção da cicatriz, deiscência de pontos, sangramentos, etc.., com consequente afastamento do bebê
  28. Dificuldades de vínculo com o bebê
  29. Não realização da plenitude da maternidade.
  30. Maior índice de depressão pós-parto

Se a cesariana foi feita antes do trabalho de parto, marcada com antecedência pelo médico, além dos riscos acima podemos adicionar:

   1. Risco de prematuridade do bebê
   2. Um desrespeito monstruoso e uma tremenda violência à mãe e ao bebê
   3. A perda da oportunidade da primeira descoberta de sua própria força e capacidade de luta
   4. A perda da energia que estava sendo guardada para o momento do parto, que gera frustração
   5. A perda da oportunidade de vivenciar uma situação que lhe daria noção de foco, de fazer esforço numa direcção e sentido correcto
   6. Quem convive com essas consequências de uma desnecesaria, aprende as verdades da vida de uma forma muito dolorosa... e demorada.
   7. Segundo os astrólogos (para quem curte o tema), o bebê nasce com uma dualidade na personalidade (situação astrológica natural x situação astrológica forçada)

terça-feira, 19 de julho de 2011

SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO

          Estabelecida desde 1992 pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), a Semana Mundial de Aleitamento Materno, que conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), tem o objetivo de facilitar e fortalecer a mobilização social para a importância da amamentação. Comemorada entre os dias 1 a 7 de Agosto, já envolve mais de 120 países, considerando-se as iniciativas e esforços globais relacionados com o tema.
          A região de Campinas não poderia estar fora dessa! Os grupos que trabalham com gestantes, nutrizes e mães se reuniram com um mesmo propósito: divulgar e incentivar o aleitamento materno.
          Sendo assim, durante essa semana, termos atividades voltadas ao universo da maternidade, mais precisamente do aleitamento, como palestras, cursos, captação de recipientes para armazenamento do leite materno, informações, panfletagens, carrinhadas, troca de experiências, sorteios de brindes, promoções...enfim, tem prá escolher.

          Os agradecimentos vão para:
         Grupos: MadreSer, SerMãe, Vínculo, Samaúma; Lua Nova e Cinematerna  
         Convidados: Viviane Moraes; Wandy Casalecchi; Rosangele Prado; Fabiana Assad 
        Apoiadores: Academia SpassoVida; Instituto Dentale - TopDent; Cacá  Dominiquinil Lê Papinhas,  Animafest; Saraiva MegaStore; Portal www.gravidaemcampinas.com.br; Petit Papillon.

Para quem quiser colaborar doando recipientes de vidro com tampa plástica para o armazenamento de leite materno, os postos para a entrega são:
InstitutoDentale- TopDent:- Rua Joaquim Novaes, 116 - Cambuí Campinas www.institutodentale.com.br

Loja Petit Papillon: - R. Antônio Lapa, 525 - Cambuí - Campinas/SP
www.petitpapillon.com.br

Academia SpassoVida:- Rua Francisco Otaviano, 213 - Jd. Chapadão
www.academiaspassovida.com.br
Segue abaixo a programação do evento, lembrando que é preciso se inscrever pois as vagas são limitadas.
Vale a pena participar!

CLIQUE NA IMAGEM PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO


          

         

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Encontro de gestantes Gratuito em Americana- SP

Estou aqui divulgando um encontro de gestantes que acontecerá no dia 16/07 as 14:30 na Gravidinha Moda gestante, aqui em Americana. Eu e Renata Olah, iremos conversar um pouco sobre parto humanizado, cesárea, escolhas informadas, e muito mais sobre esse universo maravilhoso que é o nascimento. Vale a pena se inscrever e participar.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Planeta Extremo e Parto

Compartilho com vocês um texto escrito pela minha amiga e parceira Renata Olah que me emocionou bastante, e que faz uma comparação bem prática do parto com um grande desafio. Vamos lá.

Planeta Extremo e Parto



          Vocês assistiram o Fantástico do último domingo?? Estreiou uma série chamada Planeta Extremo, que mostrará o reporter Clayton Conservani por quatro desafios extremos ao redor do mundo. O primeiro episódio foi de uma maratona na Antártica, sob condições climáticas intensas ( tempestades de neve e temperaturas de - 30 graus!! Ui!!).
          E o que essa série tem a ver com esse blog?? Talvez a primeira vista não tenha a ver mesmo... Mas assistindo ao quadro, me vinha só uma idéia a mente: "isso é igual trabalho de parto!!"..
          Explico, já fazendo uma relação com o tema central deste blog: para conseguir completar a maratona, Clayton Conservani começou a se preparar para o desafio físico e emocional que logo mais enfrentaria. Foram quatro meses de preparo intenso, junto de Bernardo Fonseca (também competidor dessa maratona). Corrida de longa distância, pilates, yoga, musculação, ciclismo e até treino dentro de um frigorífico!!! (a preparação física e emocional é muito importante, para que a mulher esteja informada, tranquila e forte  para enfrentar o longo caminho que é o trabalho de parto!).
          E então, chegou o dia de partir para a Antártica. A primeira vista, o ambiente assusta. Local inóspito, desconhecido (O hospital também é assim. Surgem dúvidas como "Que ambiente é esse? Quem são essas pessoas? O que vai acontecer daqui pra frente?") Mas não tem jeito. Já estavam lá.. e o desafio estava só começando. E a maratona começa... Clayton está protegido do frio, e encontra seu próprio ritmo para correr os 42km de maratona... (Durtante o TP é muito importante a mulher também encontrar seu próprio ritmo! Não adianta ela fazer o que mandam. Quem está correndo a maratona é ela... e por isso, é ela quem deve dar ritmo ao seu corpo). Os primeiros 20km foram bem.. Algumas pausas foram feitas, para ele se hidratar e se aquecer, e então continuar sua aventura... (O começo é sempre mais leve, devagar e mesmo assim necessita de alimentação, hidratação, pois não sabemos quanto tempo durará essa corrida..) porém, o caminho começou a pesar. O vento frio, a temperatura, as bolhas nos pés, as dores... muitas dores!!!! (Depois da fase ativa, o corpo sente muito o trabalho de parto... dói, é intenso, sim!!). Também sente um desconforto grande. Ao correr, sente que uma unha do pé está para cair (e é comum durante o trabalho de parto, a mulher sentir alguns desconfortos...como pressão em períneo pelo fato da descida do bebê, e também dor na pelve, que se abre sutilmente para dar passagem ao feto).
          Em certo momento, quase chegando ao fim, Clayton desabafa... Diz que vai continuar, na raça por um objetivo maior: sua filha Gabi, que ficou no Brasil. Ele chora, se emociona e mesmo naquelas condições desfavoráveis, aguenta firme... (esse momento me lembrou a "fase de transição"... bate o desespero, a necessidade de se apegar a um bem maior, algo que acolha aquela mulher que decidiu passar por tudo aquilo, mas que ao mesmo tempo dê forças pra que ela não desista).. 
          Se entregou, decidiu vencer seus limites e mais alguns quilometros pela frente, ele passou pela linha de chegada. Sétimo lugar. Que vitória!!! Ele conseguiuuuuu!!!! (E a mulher que consegue, também se sente muito vitoriosa, a própria mulher Maravilha!)
          Mas não acabou.. logo Clayton começa a passar mal, vomita e vai verificar o que aconteceu com sua unha.. percebe que apareceu um grande hematoma, mas que tudo ficará bem! (E após o parto, é comum que a mulher trema, se sinta enjoada, e tenha alguns "machucados" provenientes da corrida: laceração perineal, episiotomia, etc)... E então, ele termina sua aventura, com sensação de missão cumprida e uma necessária noite de sono. E eu acho aquilo o máximo!!!! Lembro que comentei com as pessoas que estavam na sala comigo "nosssaa, queria ter essa coragem!!!!".. e me disseram: "o cara é louco!! pra quê isso?".... Para quê??? Para sentir que pode!! Para superar seus medos, limites, para se transformar, transmutar! Para se sentir viva, forte! (e não é também por isso que algumas de nós queremos parir????). Qual o problema de sentir dor, se há um objetivo tão maior e intenso por trás de tudo isso??? Qual o problema de querer passar por uma experiência intensa, dolorosa, forte??? 
          Pra mim o problema está em não querer vivenciar, não querer se sentir viva, forte, não querer se transformar, superar medos e limites...

          Mas voltando ao Clayton, qual foi a sua opinião sobre tudo o que ele passou? "Faria tudo novamente!!" 
          E o que aprendeu com tudo isso?? "A maior lição está em acreditar que sempre é possível fazer melhor, ir mais longe. Se queremos algo diferenciado temos que ousar".

          Então, isso significa que o esforço vale a pena? Com certeza sim! 

          E termino esse post com uma frase dita pelo Bernardo Fonseca, que me marcou muito e que certamente falarei para minhas gestantes daqui pra frente:

"O sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Encontro MadreSer essa semana! - 30/06

O MadreSer está cheio de novidades amanhã! Vamos comparecer e apoiar!
 Maiores informações no site www.madreser.com.br

terça-feira, 21 de junho de 2011

Massagem Shantala - para bebês


Gravação realizada por Frédérick Leboyer no dia em que fotografou Shantala massageando seu bebê Gopal.
 www.cursoshantala.com.br


Massagem Shantala

A IMPORTANCIA DO TOCAR NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E NA RELAÇÃO MÃE – BEBE

“Nos bebês, a pele transcende a tudo. É ela o primeiro sentido. É ela que sabe... Ah, sim, é preciso dar atenção a pele, nutri-la com amor...” F. Leboyer 

          Que os bebês não falam já sabemos, vai demorar um pouco para que a comunicação com eles se torne verbal, no entanto, hoje sabemos que antes de “vir à luz”, ele já percebe a claridade, escura, fica acordado, dorme, sonha e tem sensações; e se tem sensações há comunicação, então, porque não estabelecer comunicação através do toque.
          O contato entre mãe e filho desde o inicio da gravidez fortalece a relação. Quanto mais forte for o vínculo, mais seguro o filho será, soltando-se mais no mundo, lidará melhor com suas próprias dificuldades.
          Durante toda a gravidez o bebê acompanha todos os movimentos da mãe – andar, dançar, brigar, gritar, etc., os momentos bons e ruins são sempre acompanhados pela criança desde o encontro entre óvulo e espermatozóide ( considerando que para algumas pessoas a vida já começa nesse primeiro encontro), portanto solidão não existe, a vida é pleno movimento, é estar aqui e ali.

“Nutrir a criança
Sim.
Mas não só com leite.
É preciso pagá-la no colo.
É preciso acaricia-la, embala-la.
É preciso massageá-la.



          A pele do bebê é seu primeiro órgão dos sentidos, é seu contato com o mundo, é a sensação, é a comunicação. A pele transcende a tudo, por isso é preciso toca-la, é preciso alimenta-la para que atravesse a solidão dos primeiros meses de vida, não basta o leite, sem o toque, sem o carinho, mesmo com muito leite, ele poderá morrer de fome, de abandono, ela poderá definhar.
          “É por meio do contato corporal com a mãe, que a criança faz seu primeiro contato com o mundo, através deste, passa a participar de uma nova dimensão da experiência, a do mundo do outro. É este contato
corporal com o outro que fornece a fonte essencial de conforto, segurança, calor e crescente aptidão para
novas experiências..., é preciso tocar”. (Montagu).
          A criança privada de toque (sensação tátil), mais tarde poderá vir a ser um indivíduo desajustado nas suas relações com o outro, tanto física quanto psíquica. Lidar com o mundo, com situações boas ou ruins, requer recurso interno e talvez a forma mais adequada é iniciar a relação com o mundo através do toque.
          Tocar é troca entre mãe e filho, os benefícios são mútuos – É dando que se recebe.
          A ansiedade materna é diminuída, contribuindo dessa forma com o desenvolvimento tranqüilo do filho.
          Tocar também é saúde.
          Em países com Nigéria, Uganda e Índia, a massagem é prática diária e milenar, passada de mãe para filha.
         Na Rússia, cientistas chegaram à conclusão de que a massagem traz ao bebê um maior desenvolvimento do sistema nervoso central e conseqüentemente do potencial motor existente, portanto a massagem – o toque, prepara a criança para aquisição de algumas habilidades motoras que lhe darão a condição de engatinhar, isto porque a massagem fortalecerá determinados músculos destinados ao movimento de andar. A massagem é usada também em fisioterapia com grande sucesso.

Funções da pele:
          Tecida de uma variedade de células resistentes e robustas, a pele protege os tecidos macios e moles do interior do corpo. Como as fronteiras de uma civilização, a pele é um local em que se travam escaramuças, e em que invasores encontram a resistência, aí se localiza nossa primeira e última linha de defesa.
- Base de receptores sensoriais, localização do mais delicado de todos os sentidos – o TATO;
- Fonte organizadora e processadora de informações;
- Mediador de sensações;
- Barreira entre organismo e ambiente externo;
- Fonte imunológica de hormônios para diferenciação de células protetoras;
- Barreira contra materiais tóxicos e organismos estranhos;
- Reguladora de temperatura;
- Autopurificadora, etc.
          Os bebês tocados e massageados têm como benefícios:

Psíquicos:
- Fortalecimento do vínculo;
- Integração Psicofísica (corpo-mente);
- Delimita espaço interno (limites do EU);
- Auto conhecimento;
- Realidade objetiva ( o outro)
- Mais afetividade;
- Melhora ansiedade;
- Ausência de solidão;
- Livre fluxo de energia
.
Físicos:
- Maior agilidade e flexibilidade do corpo;
- A pele é tonificada e reforçada;
- A capacidade de percepção tátil é aumentada e o tônus revigorado
- A digestão e circulação são melhoradas;
- As cólicas poderão ser eliminadas;
- O crescimento do bebê é estimulado;
- O sono é mais tranqüilo;
- Menos choro;
- Melhora o desenvolvimento motor;
- Mães mais tranquilas – A massagem é um momento de troca entre mãe e filho.
          Bebês agitados e com certas dificuldades motoras podem ser beneficiados com o toque.          
          Hoje, em países como Estados Unidos e Austrália a massagem – toque vem sendo muito praticada em
maternidades e hospitais, com resultados positivos.
          
          O tocar – massagem também beneficiam casos especiais:
- Bebês com deficiência visual ou auditiva – através do toque percebe a si mesmo (reconhecendo o 
EU-TU ), sentindo-se mais valorizado e amado,portanto: seguro.
- Bebês adotados – aproximação e segurança nesse novo momento, pais e filhos precisam estabelecer vínculo.
- Bebês que choram muito quando é pego no colo.
- Desmame repentino.
- Desmame difícil.
- Durante a dentição.
- Bebês que ficaram internados por longos períodos, inclusive bebês prematuros são beneficiados com o contato corporal com a mãe, ganhando peso em menos tempo.
          Hoje, com a psicossomática acredita-se que muitas doenças são desencadeadas também pelo fator
psicológico, isto é, a doença vem de dentro pra fora – mente –corpo; aqui, com o tocar faremos o caminho
contrário corpo-mente, tratamos o corpo e a mente será beneficiada.

“Desde os primeiros dias de vida,
Não muito tempo depois daquela primeira vez
Em que, ainda bebê, na interação do toque,
Mantinha silenciosos diálogos com o coração de minha mãe,
Tentei mostrar os meios
Pelos quais esta sensibilidade infantil,
Inalienável direito de nascimento de nosso ser,
Em mim era
Magnificada e mantida.”
William Wordsworth

Passos da Massagem

Frente:
1 – Peito - massagear para fora com as duas mãos, coloque mão direita sobre o quadril (esquerdo) e vá deslizando até o ombro direito. Repetir do outro lado.
2 – Braço – Segurar com uma mão o braço e deslizar do ombro ao pulso com a outra, agora deslizar com as duas mãos, fazer movimentos de torção suave com as duas mãos ( somente a sua mão gira, o braço não será movimentado). Massagear o pulso com as duas mãos. Repetir do outro lado.
3 – Mãos – Massagear com o seu polegar a palma da mão até a ponta dos dedos. Repetir do outro lado.
4 – Barriga – Faça pressão com as mãos (alternadamente como uma onda), segure os pés do bebê um pouco elevados e massageie a barriga com o antebraço ( como se estivesse abrindo massa).
5 – Pernas – Segure a perna com uma mão e deslize com a outra até o tornozelo,massageie o tornozelo, agora faça movimentos de torção ( como foi feito nos braços). Repetir do outro lado.
6 – Pés – Com o polegar massagei a planta do pé, do calcanhar até a ponta dos dedos. Repetir do outro lado.
Costas:
1 – Massageie as costas do bebê como um vai e vem alternado – da nuca até as nádegas e das nádegas até a nuca.
2 – Com a mão direita sustente as nádegas e a outra desliza da nuca até as nádegas.
3 – Com a mão direita segure os pés esticando as pernas e deixando-as ligeiramente elevadas e com a mão esquerda deslize da nuca até os calcanhares.
Rosto:
1 – Olhos – contorne os olhos com as pontas dos dedos partindo do centro da testa para as laterais.
2 – Nariz – Com os polegares massageie as laterais do nariz até as narinas.
3 – Rosto todo – Com os polegares, feche suavemente os olhos do bebê e parta do centro da sobrancelha, passando pelos olhos, lateral das narinas, contornando a boca, acompanhando o maxilar até as orelhas.
Final:
1 – Braços – Segure as mãos do bebê e cruze os bracinhos sobre o peito, abrindo e fechando alternando a posição dos braços.
2 – Pernas – Segure ao mesmo tempo pé direito e mão esquerda do bebê, cruze de forma que mão e pé se cruzem ( sem colocar força) . Faça o mesmo movimento do outro lado ( pé esquerdo e mão direita).
3 - Perninha de Buda – Segure os dois pés e cruze as perninhas abrindo e fechando, alternando as posições.

Texto retirado do site www.portugaliza.net

terça-feira, 14 de junho de 2011

Homem também sofre de Depressão Pós parto - Entenda o problema

HELOÍSA NORONHA
Colaboração para o UOL


           Por mais que a chegada de uma criança traga felicidade, a vida de qualquer casal sofre uma avalanche de mudanças –em especial aos pais de primeira viagem. O bebê que acaba de chegar requer atenção, energia, afeto e cuidados específicos o tempo todo. Ao fim do dia pai e mãe estão exaustos -e ainda terão uma madrugada de mamadas que os espera. Como nessa fase a ligação entre a mãe e o bebê é mais forte do que nunca, é natural que o homem, em algum momento, sinta-se excluído, mesmo que nem se dê conta disso.

           Para alguns, a compreensão do instinto materno e a certeza de que a fase caótica é passageira ajudam a enfrentar o surgimento desse novo núcleo: a família. Outros têm um pouco mais de dificuldade. Até sentem um pouquinho de ciúme do filho e saudade da antiga silhueta da mulher, mas passa logo. Porém, há recém-papais que se irritam o tempo todo –e sentem-se culpados por isso, já que deveriam esbanjar felicidade. Começam a sentir um cansaço extremo e um pessimismo inexplicável, além de desânimo em relação a qualquer atividade do dia a dia. É a (ainda) pouco falada depressão pós-parto masculina dando as caras.

           De acordo com a mestre em psicologia Dorit Verea, diretora da Clínica Prisma – Centro de Tratamento Intensivo para Transtornos Emocionais, de São Paulo, a depressão pós-parto sempre foi estudada como um transtorno unicamente feminino, por questões prioritariamente biológicas. “Porém, as influências psicológicas e sociais que acometem as mães também podem acometer o pai. A doença é caracterizada por uma tristeza profunda que pode aparecer nos três primeiros meses pós-parto e é mais comum em pais de primeira viagem”, explica.

           Em um momento em que todas as atenções estão voltadas à criança –e à mãe, em segundo lugar– o homem acaba negligenciado, assim como são subestimadas as suas emoções. No entanto, a doença merece atenção, pois, quanto antes for diagnosticada, mais rapidamente será curada (veja os sintomas na tabela abaixo). Em alguns casos, a essa depressão provoca pensamentos mórbidos ou suicidas e até mesmo o abandono do lar, pela dificuldade de lidar com a situação.

Sobre a depressão pós-parto masculina

  

As causas: 

          A depressão pós-parto masculina pode ser o reflexo de um medo silenciado de não conseguir cuidar da família (principalmente financeiramente); do futuro; da mulher não voltar à forma física ou não lhe dar mais atenção... “Essa fase suscita várias perguntas na cabeça dos homens: será que vou ser um bom pai? Como educar meu filho? Será que ele gostará de mim? Esse tipo de preocupação pode dar um empurrãozinho para o estresse e a ansiedade, somados a inseguranças, medos... Quando tudo isso foge ao controle, a depressão pode entrar em cena”, avisa a psicóloga  Dorit Verea.

          É importante ressaltar que existem situações que predispõem ao problema. “Nos casais em que a mulher é acometida da depressão pós-parto, seja o estado psicótico seja o estado depressivo, existe maior chance de o homem reagir com o mesmo problema”, afirma o psicólogo e terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Martins Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex), que completa: “Quem já teve fases ou períodos depressivos anteriores, terá mais chances de reagir depressivamente nesta fase.”

Peça ajuda:

          A conversa com amigos e parentes é útil. Por outro lado, cuidado. "Há momentos em que cada um dá um palpite, o que pode piorar a situação. Apenas escute as experiências e converse sobre os seus sentimentos com alguém que vai saber ouvi-lo”, sugere a psicóloga e consultora motivacional Roseana Ribeiro, do Rio de Janeiro.

           “Filho é para sempre e a sensação inicial é que nunca mais a preocupação vai lhe deixar em paz. Nada melhor do que o tempo para ajudar a entender que não é bem assim”, pondera. Em suma, dividir os sentimentos é positivo, mas se notar que é necessário mais do que um ombro amigo para conversar, não exite em procurar ajuda profissional.

           "O importante é não permitir que os sintomas persistam. Todo tratamento é mais fácil e rápido no começo”, ressalta Roseana. Uma psicoterapia direcional e de breve período, com duas consultas semanais, é o ideal. O uso de medicação depende das características individuais e psiquiátricas de cada paciente, assim como a duração do tratamento.

O papel dela: 

          Em geral, a mulher pode ajudar –e muito– o seu parceiro que não está bem mantendo o alto-astral e mostrando (com exemplos) ao marido que ele requer auxílio especializado. Porém, como os afazeres com o bebê ocupam boa parte de seu tempo, nem sempre a mulher nota o que está acontecendo, por mais sensível que seja.

           Amigos e parentes são fundamentais nessa hora, principalmente mantendo as antenas bem ligadas para apatia, desleixo (barba por fazer e roupas sujas, por exemplo) e dificuldade com atividades do cotidiano. Mas dividir o problema com a mulher é bom. Mesmo que ela não tenha notado, não significa que não se importe. Exponha seus sentimentos.

Autoconhecimento: 

          Como não é possível, ainda, desprezar a possibilidade de a depressão pós-parto atingir homens com conflitos mal resolvidos relacionados com a companheira e consigo como filho de seu próprio pai, a psicóloga Dorit Verea aconselha aproveitar esse momento complexo para se conhecer melhor.

           "Quando estamos numa crise, estamos mais abertos para mudanças. É uma grande oportunidade de resolver conflitos antigos que podem estar atrapalhando a vida da pessoa há anos”, destaca. “Como prevenção, aconselho os candidatos a papai a acompanhar, ao lado da mulher, cada etapa da gravidez. É na rotina de exames, nas conversas com médicos e com outros pais que eles, sem perceber, vão se preparar para o que vem pela frente.”

Depoimento de quem viveu:
          Foi sem avisar que a depressão pós-parto masculina apareceu na casa do empresário carioca Matheus Maggiori, de 31 anos. “Eu queria estar feliz. Na verdade, estava feliz, porque sempre sonhei em ser pai, mas tinha dificuldade em demonstrar, em lidar com as noites mal-dormidas, com o choro do meu filho, com as dores da minha mulher... Só pensava em sumir, em ter de volta a vida de antes”, confessa.

           Para o empresário Matheus, foi uma conversa franca com o melhor amigo do trabalho que lhe abriu os olhos. “Ele me disse que eu deveria ir ao médico, pois estava me achando inquieto, nervoso, desatento. Abri o jogo com minha mulher e ela me incentivou a buscar ajuda. Hoje estou curado e curtindo muito as brincadeiras com meu filho tem quatro anos”, salienta.
 

SINAIS DE ALERTA
Procure ajuda médica se mais de três dos sintomas abaixo perdurarem por duas semanas:

Falta de apetite Distúrbios do sono
Crises de choro Falta de atenção
Lapsos curtos de memória Angústia por sentir-se inseguro como pai
Ansiedade e nervosismo Perda da libido
Luto pela perda da liberdade Falta de interesse (ou prazer) pelas atividades cotidianas
Pensamentos mórbidos ou suicidas Impaciência, irritabilidade e mudanças bruscas de humor
Dores de cabeça, distúrbios digestivos e dores crônicas Aumentar o ritmo de atividades com a finalidade inconsciente de escapar da vida doméstica